Você está aqui: Página Inicial > CENÁRIOS AVALIADOS

Assuntos

CENÁRIOS AVALIADOS

Descrição dos cenários que foram adotados pelo PDAI-DF e os elementos pertinentes à sua avaliação.
Magna Engenharia Ltda., 2017 Na intersecção desses três conjuntos de fatores, de forma transversal, situam-se a informação e comunicação, calcadas em sistemas de acompanhamento, monitoramento e avaliação de desempenho

Os cenários de irrigação propostos pelo PDAI-DF abrangeram um período equivalente a 25 anos (2015-2040), em intervalos decenais, considerados como de curto (2020), médio (2030) e longo prazos (2040).

Para a definição dos cenários, foram consideradas as informações coligidas nos estudos do diagnóstico, assim como pelos relatórios emitidos por outras fontes consultadas, tais como a EMATER-DF e a EMBRAPA, principalmente.

De acordo com as especificações que orientaram os estudos, foram formulados basicamente dois cenários: um tendencial, que observa o comportamento dos indicadores sem interferências de planejamento adrede; outro, denominado como desejado, resultante do planejamento e implementação de ações identificadas ou eleitas como prioritárias no âmbito do plano.

CENÁRIO 1 - TENDENCIAL

Esse cenário, como dito, avalia ou parte do comportamento atual (2017) da agricultura irrigada no DF e região de entorno, mantidas as formas de uso e ocupação atuais e as explorações agrícolas hoje ou tradicionalmente praticadas, imaginado o horizonte sem intervenção mais significativa de qualquer natureza, salvo suas próprias tendências endógenas. Esse cenário considera as áreas atualmente ocupadas com agricultura irrigada e a possível incorporação de novas áreas no horizonte de planejamento, de acordo com o comportamento histórico e sazonal.

Nesse cenário, foi considerado que as disponibilidades hídricas são representadas pelas vazões de referência (Q7,10), mantidas constantes ao longo do tempo e condicionantes do incremento das áreas irrigadas em razão da disponibilidade útil (subtraídas as vazões ditas ecológicas). Foi adotado também o critério de que, nas sub-bacias onde atualmente já ocorram déficits hídricos, causadores de conflitos de uso entre as tipologias de usuários (urbano, rural, industrial e outros), não haveria ampliação das áreas irrigadas além das disponibilidades verificadas.

Nas sub-bacias onde existem barramentos para abastecimento urbano, toda a vazão regularizada será destinada para essa finalidade, não se prevendo qualquer derivação para fins de agricultura irrigada.

Para fins de planejamento, foi admitida a hipótese que a área irrigada poderá ser incrementada, no horizonte de planejamento, de acordo com as taxas de crescimento identificadas nos estudos periódicos da EMATER-DF. Outro critério adotado, foi que a crescente eficiência decorrente dos procedimentos tecnológicos que venham a ser implementados resultarão em diminuição das taxas de consumo (l/s/ha), o que já se observa ocorrendo.

CENÁRIO 2 - DE PLANEJAMENTO (OU DESEJADO)

• que no horizonte de planejamento de curto prazo, serão utilizadas as vazões referidas à Q7,10 para aferição do balanço hídrico de todas as sub-bacias;

• para os horizontes de médio e longo prazos, estipula que nas sub-bacias onde a vazão de referência (Q7,10) seja suficiente para a satisfação de todas as demandas, essa será a disponibilidade utilizada; nas demais sub-bacias, onde essa vazão não seja suficiente, serão ativadas potencialidades hídricas por meio da regularização de vazões da ordem de 40% da Qmlt, no médio prazo, e 50% a longo prazo;

• as áreas irrigadas deverão aumentar nas mesmas taxas definidas no cenário tendencial (1,15% a.a.) e foram adotadas taxas decrescentes de consumo de água (l/s/ha) ao longo do horizonte, em razão da implementação de esquemas de aumento da eficiência na irrigação, intensificação de uso de técnicas de melhoria nos cultivos e manejo equilibrado do binômio água-solos, resultando em melhores taxas de infiltração, redução de processos erosivos e de assoreamento dos cursos d’água, entre outros benefícios.

Para a caracterização de ambos os cenários, foi considerado que haveria a permanência do predomínio da irrigação privada na área de estudo, admitindo-se a intervenção mais aguda do poder público em situações de conflito pelo uso das águas, na manutenção dos sistemas públicos em operação, e na manutenção dos sistemas de infraestrutura.